Mostrar mensagens com a etiqueta Seminários e conferências. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Seminários e conferências. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 30 de abril de 2015

7 maio | Ciclo “Educação, Resistência e Ação” | "Movimentos Populares e Educação Popular no Brasil"


Temos o gosto de informar que no dia 7 de Maio, pelas 18 horas, terá lugar a próxima sessão do ciclo Educação, Resistência e Ação, ciclo que a ESPAÇOS tem vindo a co-organizar com o Instituto Paulo Freire de Portugal, o Centro de Recursos Paulo Freire e o Centro de Investigação e Intervenção Educativa da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto.

André Ferreira irá dinamizar esta sessão e intitulou a conferência de Movimentos Populares e Educação Popular no Brasil.

André Ferreira é professor na Universidade Federal de Pernambuco e dirige, atualmente, o Centro Paulo Freire- Estudos e Pesquisas. Tem larga experiência na área dos movimentos populares e educação.


GIULIA LAMONI | FRANCESCA RAYNER | Debate e Pensamento | GENDER TROUBLE | 5 maio 2015 às 18H30 | Teatro Maria Matos | Lisboa | Moderação João Pereira

O Teatro Maria Matos apresenta um ciclo chamado GENDER TROUBLE, composto por oito espetáculos, cinco conferências e dois workshops dedicados ao tema do género. Todo este ciclo foi pensado para académicos e público em geral interessado nestes temas, aproximando questões da sociedade civil ao teatro. O nome celebra precisamente o livro homónimo de JUDITH BUTLER, que virá ao Teatro Maria Matos no dia 2 junho.

Este ciclo começa com a conferência de GIULIA LAMONI e FRANCESCA RAYNER, moderada por JOÃO PEREIRA, associado da Espaços.



GENDER TROUBLE
performance, performatividade e política de género
5 maio a 24 junho

Vinte e cinco anos após a sua publicação, em 1990, o livro Gender Trouble. Feminism and the Subversion of Identity da filósofa Judith Butler continua a marcar não só a investigação académica, e os movimentos feministas e LGBTQI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trangénero, Queer e Intersexo), como também a criação artística. Gender Trouble reconfigura o pensamento e as formas de ação em torno do género e das sexualidades, revolucionando os Estudos de Género, os feminismos contemporâneos, os Estudos de Performance e o desenvolvimento da teoria queer, pelo reposicionamento conceptual do género como performatividade. Butler afirma que o género não é uma categoria ontológica, mas que “se faz”, que “se constrói”, que é, em última análise, performance. Significa isto que o género não exprime uma “verdade” interior, sendo antes o resultado de um conjunto de atos e gestos reiterados, cuja cristalização confere uma aparência de um núcleo interno, de substância.

Butler parte da análise de performances drag, e da imitação de género aí em jogo, para pensar as performances de género, sugerindo que qualquer processo de assunção de uma identidade de género implica uma imitação de gestos em que não há original que possa ser imitado. Daí que a autora acrescente que, além de performática, existe uma dimensão paródica nos processos de aquisição de expressões de género.

Ao definir o género como performatividade, Butler mina a distinção entre género e sexo, afirmando que o próprio corpo é já uma construção cultural, na medida em que os discursos sobre o corpo, a sexualidade e o género definem o que é considerado corpo, os seus limites e o seu significado. Com este conceito, Butler questiona as normas institucionais, legais e culturais que estabelecem uma coerência discursiva entre sexo, género e desejo. Por outras palavras, Butler desafia o pressuposto de que existe uma correspondência entre um sexo específico, uma determinada identidade de género e um desejo pelo “sexo oposto”. Segundo a filósofa, essa coerência não é mais do que uma ficção, disfarçada de lei natural, criada no quadro de uma heterossexualidade hegemónica que legitima e aprova a heterossexualidade através da desaprovação da homossexualidade.

A forma de resistir às normas de género faz-se por via de performances subversivas de género, que desestabilizam esta equação sexo/género/desejo; por exemplo, performances em que o sexo e o género não correspondam ou em que a hegemonia da heterossexualidade é contestada. Através das performances podemos observar como os géneros são produzidos e reconhecidos como corpos e, em simultâneo, perceber o modo como artistas criticam a criação de corpos dóceis e a ficção do binarismo hegemónico de género. Assim, o Teatro surge como um espaço privilegiado para observar e debater a performatividade de género mas também para experimentar performances subversivas de género, algo que esperemos que seja proporcionado pelo leque diversificado de debates, espetáculos, intervenções artísticas eworkshops incluídos neste ciclo dedicado aos 25 anos de Gender Trouble.

Salomé Coelho

Curadoria: Salomé Coelho e Mark Deputter com Andreia Cunha, Laura Lopes e Sezen Tonguz
Gender Trouble é um projecto House on Fire com o apoio do Programa Cultura da União Europeia


SALA PRINCIPAL | DEBATE E PENSAMENTO | 18H30

Giulia Lamoni > AUTORRETRATO COLETIVO: ALGUMAS NOTAS SOBRE AS RELAÇÕES ARTE/FEMINISMOS

A partir de uma reflexão sobre o que poderá significar hoje a articulação de posicionamentos feministas na escrita da história e crítica de arte ― impulsionada por textos de Lucy Lippard, Carla Accardi e Nelly Richard ―, esta intervenção vai repercorrer alguns momentos particularmente significativos para as relações entre arte e feminismos na Europa, Estados Unidos da América e América Latina, tentando pensar a sua possível operacionalidade no presente.

Francesca Rayner > PERFORMANCE E PERFORMATIVIDADE

Por sua vez, Francesca Rayner apresenta Performance e performatividade, um olhar sobre o trabalho performativo de Mónica Calle, artista que tem desafiado consistentemente construções de identidade sexual, família, sociedade e cânone teatral.

Moderador: João Pereira

ENTRADA LIVRE (sujeita à lotação da sala) mediante levantamento de bilhete no próprio dia a partir das 15h ● em português

As conferências serão transmitidas em direto em streaming:
live.fccn.pt/tmm/conferenciasgendertrouble




segunda-feira, 20 de abril de 2015

Ciclo “Educação, Resistência e Ação”: “Engaged teachers for education and change”

Temos o gosto de informar que no dia 30 de abril, pelas 17.30 horas, terá lugar a próxima sessão do ciclo “Educação, Resistência e Ação”, ciclo que a ESPAÇOS tem vindo a co-organizar com o Instituto Paulo Freire de Portugal, o Centro de Recursos Paulo Freire e o Centro de Investigação e Intervenção Educativa da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto.


Yvonne Leeman irá dinamizar esta sessão e intitulou a conferência de “Engaged teachers for education and change”.
Yvonne Leeman é socióloga da educação, com enfoque particular sobre as relações interétnicas, questões de diversidade e desenvolvimento da identidade profissional dos professores.
É  investigadora sénior do SCO-Kohnstamm Institute e professora da Universiteit van Amsterdam e na Windesheim University, Zwolle. É coordenadora da network 7 – justiça social e educação intercultural –  da EERA (European Educational Research Association). 

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Ciclo “Educação, Resistência e Ação”, EDUCATION WITHOUT WALLS: Adventures in a german forest kindergarten

Temos o gosto de recordar que no próximo dia 23 de fevereiro de 2015, segunda-feira, irá ter lugar às 17 horas, mais uma sessão do Ciclo “Educação, Resistência e Ação”, ciclo que a ESPAÇOS tem vindo a co-organizar com o Instituto Paulo Freire de Portugal, o Centro de Recursos Paulo Freire e o Centro de Investigação e Intervenção Educativa da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto.

Esta sessão, intitulada "EDUCATION WITHOUT WALLS: Adventures in agerman forest kindergarten"  será animada por Gerrit Schustert, formado em arquitetura e em educação de infância. 

Gerrit Schustert irá discutir a relação espaço/ambiente dando forma à educação. Irá ilustrar a sua apresentação relatando uma experiência num jardim de infância que se localiza numa floresta.


Será, certamente, uma sessão muito original, que não certamente não quererá perder.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

30 de Outubro | Jane Tarr no Ciclo "Educação, Resistência e Ação"



No dia 30 de outubro pelas 16h30 na FPCEUP, o Ciclo que a ESPAÇOS tem vindo a co-organizar com o Instituto Paulo Freire de Portugal, o Centro de Recursos Paulo Freire e o CIIE, desta faculdade, vai contar com mais uma conferencista cujo trabalho de investigação e intervenção cruza conceitos como educação inclusiva e comunidades escolares inclusivas. Jane Tarr*, Professora da University West of England e co-autora, com Diana Tsokova, do livro "Diverse Perspectives on Inclusive School Communities", intitulou de "From Holding to Dialogue: Researching Communicative Interventions" o espaço de debate deste mês. Esta sessão ganhará com a participação de cada um/a do/as que puderem estar presentes.

Nota biográfica da conferencista*
Os interesses de investigação da Doutora Jane Tarr centram-se na compreensão das comunidades escolares inclusivas que trabalham efetivamente em parceria com agências e organizações relevantes, associando-se para trabalhar com crianças e jovens e com as suas comunidades locais. Tal objetivo tem impactos no trabalho lectivo de Jane Tarr. Este reflecte a sua pesquisa atual acerca do trabalho integrado em multi agência, da oferta educativa para alunos/as com necessidades educativas especiais (NEE), e do apoio a parcerias entre as escolas e as suas comunidades locais, com base no reconhecimento da validade das formas de conhecimento das famílias e de outros membros da comunidade.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

IX Incontro Internazionale del Fórum Paulo Freire

A Associação ESPAÇOS esteve representada por Eunice Macedo no "IX Incontro Internazionale del Fórum Paulo Freire", que teve lugar em Turim (Itália) entre os dias 17 e 20 de setembro. A comunicação "Conscientização e aprendizagem pela conversa: Empoderamento e renovação democrática de comunidades locais, em co-autoria com Amélia Macedo, também nossa associada, foi apresentada no grupo de discussão do tema "Afrontare i problemi locali facendo leva sulla partecipazione dei citadini", no dia 18. Teve como base o capítulo intitulado "Aprender pela conversa: Assim, como e depois?" inserido na obra "Lideranças Partilhadas: Percursos de literacia para a igualdade de género e qualidade de vida", que foi coordenado por Cláudia Múrias & Marijke de Koning. Foi também feita a distribuição e divulgação desta obra durante a sessão.

sábado, 31 de maio de 2014

Ciclo 'educação, resistência e ação'

Na quarta-feira, dia 4 de junho, na sala 120 da FPCEUP, vai realizar-se mais uma sessão do ciclo desta vez intitulada "A contramão das políticas sociais e a intervenção socioeducativa". Fernanda Rodrigues, doutorada em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e autora de obras sobre políticas sociais em Portugal e pobreza e exclusão social, dinamizará esta sessão.





O ciclo "educação, resistência e ação" continuou, agora com o contributo de Rui Trindade, educador, ativista da educação e comunicador sem igual, professor na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da UP, sindicalista, e membro do Movimento da Escola Moderna. A conversa sobre “Educação e Democracia: Questões Pedagógicas” foi no dia 9 de Abril, na sala 120 da FPCEUP.



A sessão do mês de março está marcada para o dia 18 (terça-feira), às 18 horas, na sala 120 da FPCEUP. A dinamização desta sessão, intitulada 'Arte e educação no trabalho com comunidades', será realizada por Suzana Ralha, que, entre muitas outras actividades, coordenou em Guimarães 2012: Capital Europeia da Cultura a área 'Comunidade'. 





No dia 13 de Fevereiro realizou-se, na sala 120 da FPCEUP, a sessão “Ser ‘sujeito inteiro’ no ensino superior: ‘sustentabilidade’ como pretexto”. A discussão, proposta por Eunice Macedo, foi em torno das possibilidades de promoção da cidadania educacional no ensino superior, através do desenvolvimento de estratégias metodológicas dirigidas e sustentadas no exercício da cidadania. Para isso, fez-se a análise do trabalho realizado no decurso de um IP Erasmus, com base na apreciação feita pelas pessoas jovens participantes. O curso intensivo teve lugar em Bristol no ano transato, envolvendo um total de 48 alunos de 9 universidades Europeias distintas, e explorou o tema da educação para o desenvolvimento sustentável. Partindo da compreensão da reciprocidade assimétrica que está presente na relação educativa, esta conversa propôs e mostrou formas outras de fazer educação numa lógica de promoção de sociedades mais justas e sustentáveis, à medida das nossas vidas e do nosso trabalho.






Com o título "Construindo pontes entre campos desiguais", a sessão dinamizada por Rosa Madeira, Professora Auxiliar da Universidade de Aveiro e doutorada em Ciências da Educação pela FPCEUP, que tem vindo a desenvolver o seu trabalho em torno das questões da infância, decorreu no dia 9 de Janeiro na sala 119 da FPCEUP.







No âmbito do ciclo 'educação, resistência e ação', que tem vindo a ser desenvolvido em parceria com o Instituto Paulo Freire de Portugal, a 5ª sessão realizou-se no dia 10 de Dezembro às 18 horas. No mesmo dia foi lançado um livro, intitulado "equidade e educação inclusiva" de David Rodrigues.









terça-feira, 8 de abril de 2014

Ciclo 'Maria de Lourdes Pintasilgo em Conversa: Intervenção e Atualidade'


Convite aberto à dinamização e à participação

A Associação Espaços assume-se como uma plataforma de emergência de projetos alternativos de mulheres e homens comprometidas/os com a resolução criativa e sustentável de problemas sociais, alicerçados na promoção da igualdade. Temos uma caminhada comum construída na confluência de passos que, de forma mais ou menos intencional, se cruzaram em momentos-chave com o pensamento e a ação política, social e intelectual de Maria de Lourdes Pintasilgo. Esses cruzamentos deixaram marcas indeléveis nas perspetivas e aspirações com que encaramos o tempo presente e futuro.

Porque sempre foi uma mulher do seu tempo, projetando o futuro, e porque as circunstâncias em que vivemos hoje exigem que convoquemos o melhor do nosso património de cidadania, democracia e criatividade social, mais do que recordar Maria de Lourdes Pintasilgo “dez anos depois”, queremos propor-vos um duplo desafio-convite:

- olhar o presente e o futuro a partir do seu legado político, social e intelectual; e 
- ressignificar a nossa intervenção na sociedade a partir do seu pensamento e da sua intervenção. 

Sendo a intervenção de Maria de Lourdes Pintasilgo na sociedade portuguesa e mundial diversa na forma e abrangente nos temas, este convite abre-se a iniciativas de natureza diversa nas quais as/os dinamizadores/as possam responder ao desafio que lançamos: conversar com Maria de Lourdes Pintasilgo, seja em sessões de aprendizagem pela conversa, tertúlias, debates, mesas redondas, conferências, ou outras formas que melhor possam acolher as ideias que queremos fazer circular.
As pessoas interessadas em dinamizar uma sessão integrada nesta iniciativa deverão contactar a Associação Espaços para que juntas/os possamos definir os contornos da sessão, e iniciar a sua preparação e organização.

No sentido de agilizar o acesso a recursos para exploração temática, e para a preparação das iniciativas que se venham a organizar no âmbito do Ciclo “Maria de Lourdes Pintasilgo em Conversa: Intervenção e Atualidade”, a Associação Espaços compilou informação de materiais que poderão constituir pontos de partida/de passagem/de chegada, disponibilizando alguns dos recursos bibliográficos que de seguida elencamos às/aos dinamizadoras/es de cada sessão:

Recursos disponíveis online

Recursos bibliográficos
Coutinho, A., Grácio, F., Jorge, N., Borges Santos, P. & Tavares da Silva, R. (Coords.) (2011). Para um novo paradigma: um mundo assente no cuidado. Antologia de textos de Maria de Lourdes Pintasilgo. Porto: Afrontamento.
Koning, Marijke (Coord.) (2005). Rede de mulheres 25 anos depois: Com Maria de Lourdes Pintasilgo. Lisboa: Fundação Cuidar O Futuro & Graal.
Associação Portuguesa de Estudos sobre as Mulheres. Revista Ex-aequo nº12 (2005). Um Legado de Cidadania. Homenagem a Maria de Lourdes Pintasilgo.
Associação Portuguesa de Estudos sobre as Mulheres. Revista Ex-aequo nº21 (2010). Dossier: Maria de Lourdes Pintasilgo, cinco anos depois. Ecos de palavras dadas.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Ciclo 'Maria de Lourdes Pintasilgo em Conversa: Intervenção e Atualidade'

Novos recursos e... novidades em breve!

Graças ao entusiasmo com que tem sido acolhido o desafio que lançámos com o Ciclo 'Maria de Lourdes Pintasilgo em Conversa: Intervenção e Atualidade', a dinâmica em torno da organização das sessões que farão do Ciclo uma realidade concreta é já assinalável.
A todas e todos que nos têm manifestado o seu interesse na participação e na dinamização, aqui fica um registo da nossa congratulação e do nosso entusiasmo crescente!

Estamos já em contacto com várias pessoas que pretendem dinamizar uma sessão integrada o Ciclo, contamos poder apresentar um programa em breve - sempre em aberto, trabalho em construção permanente com todas as pessoas que se venham a envolver nesta iniciativa.

Entretanto, partilhamos um novo recurso que nos foi disponibilizado pela Marijke de Koning, e que sendo potencialmente relevante para quem dinamizará uma sessão, não deixa de ser uma leitura interessante para todos/as quantos/as queiram conhecer mais acerca do pensamento de Maria de Lourdes Pintasilgo.

Boas leituras, boas reflexões, e mãos à obra!


Coutinho, Mª Antónia (2012). As mulheres no pensamento de Maria de Lourdes Pintasilgo. Revista Faces de Eva. Estudos sobre a Mulher, 27, 9-25.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

XI Semana de Mulher, UNESP, Marília, Brasil



A Espaços esteve representada na “XI Semana da Mulher: Mulheres, gênero e violência – contributos nacionais e internacionais”, que teve lugar na UNESP em Marília, Brasil, entre os dias 9 e 11 de abril. A presidente da Direção - Eunice Macedo – deu início aos debates apresentando a conferência de abertura “Violência e violências sobre as mulheres: auscultando lugares para uma democracia mais autêntica”.

Tendo acentuado a necessidade de heterogeneizar o conceito de “mulher” para enfatizar as diversidades no interior desta categoria social que engloba mulheres e grupos de mulheres em localizações estruturais muito distintas, Eunice Macedo desafiou à reflexão sobre as diferentes formas que a violência sobre as mulheres pode assumir no espaço público – a violência social – e no espaço familiar – a (mal) designada “violência doméstica”; espaços que se interpenetram e onde, frequentemente, formas de discriminação cruzada são replicadas. Tendo traçado um panorama acerca (da insuficiência) das medidas que têm sido desenvolvidas na UE, apesar de alguns progressos, tomou o caso português para ilustrar  algo do que está a ser feito para colmatar esta situação que, pondo em risco a vida, a cidadania e a qualidade de vida de muitas mulheres (e de alguns homens), inviabiliza a construção da democracia. Foram referidas medidas legislativas, o trabalho da CIG e de várias associações da sociedade civil que têm trabalhado na luta contra a violência. A conferência terminou com a proposta de outras formas de construção social amigas-de-mulheres-e-homens orientadas para a construção hoje de uma democracia mais autêntica e mais inclusiva.

A  participação de Eunice Macedo numa mesa redonda que teve lugar durante a manhã do segundo dia do evento permitiu a apresentação mais detalhada da ESPAÇOS, dos seu princípios e de algumas das atividades já realizadas, tendo também conduzido ao entrosamento e ao diálogo com outras pessoas que, estando envolvidas noutras associações, têm pontos de contacto com a ESPAÇOS, o que poderá potenciar futuras colaborações.

quarta-feira, 27 de março de 2013

I Colóquio Internacional de Ciências Sociais da Educação / III Encontro de Sociologia da Educação, Braga



Decorreram nos dias 25 a 27 de março na Universidade do Minho, em Braga, o I Colóquio Internacional de Ciências Sociais da Educação e o III Encontro de Sociologia da Educação. Subordinados à temática "O Não-Formal e o Informal em Educação: Centralidades e Periferias", proporcionaram um espaço e tempo comum de reflexão alargada, atual e sistematizada sobre as formas, os contextos e os processos educativos e de aprendizagem que se vêm desenvolvendo sobretudo nas periferias e interfaces do sistema educativo.

O colóquio e o encontro procuraram convocar e pôr em debate abordagens teórica e concetualmente plurais sobre as relações e diálogos que se estabelecem quotidianamente entre os diversos atores, individuais e coletivos, que se movimentam e interagem no campo vasto e heterogéneo da Educação.

Participaram na iniciativa diversos conferencistas de vários países, nomeadamente de Inglaterra, Espanha e Brasil, com o objetivo de pensar a investigação e as experiências de cariz não-formal e informal.

Uma das comunicações presentes foi apresentada pela Liliana Lopes, com o título A aprendizagem pela conversa como modo de investigação, ou como a investigação em educação não-formal é educação não-formal. Nesta comunicação descreveu e analisou a sua experiência de acompanhamento de uma equipa internacional de educadores não-formais no âmbito do Programa Juventude em Ação (PJA) no processo de reflexão e redefinição de práticas e conceitos em torno da investigação em educação não-formal, com recurso à aprendizagem pela conversa. Esta caminhada conduziu à integração da metodologia da aprendizagem pela conversa num curso de formação de formadores do PJA como modalidade de aprendizagem e modo de investigação em torno do próprio curso enquanto suporte aos processos de aprendizagem autodirigida dos seus participantes. A apresentação da comunicação decorreu numa das mesas paralelas dedicadas às Metodologias de Investigação em Educação Não-formal e Informal, e proporcionou aos participantes uma animada discussão, e a troca de experiências decorrentes de outros processos radicados em metodologias de investigação participativa e em abordagens críticas e emancipatórias em educação, com destaque para as pontes percebidas e salientadas com a metodologia da conscientização de Paulo Freire.

A organização do colóquio/encontro esteve a cargo do Departamento de Ciências Sociais da Educação/Universidade do Minho, da Secção de Sociologia da Educação/Associação Portuguesa de Sociologia (APS) e da Associación de Sociología de la Educación (ASE) - Espanha.




sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Making the best of cultural diversity: Conversational learning

logo

A ESPAÇOS participou na 2ª conferência internacional cAIR12 Conference on Applied Interculturality Research, que teve lugar na FPCEUP, de 22 a 24 de novembro de 2012. 

Para além da participação em diversos debates, foi apresentada a comunicação Making the best of cultural diversity: Conversational learning, por Eunice Macedo e Cláudia Múrias, em representação também de Marijke de Koning, Amélia Macedo, Alexandra Carvalho e Raquel Ribeiro. Esta comunicação resultou do cruzamento dos diversos contributos a partir de olhares distintos em torno do projeto "Lideranças Partilhadas". 

Este momento constituiu mais uma oportunidade de apresentação pública da ESPAÇOS como associação de mulheres e homens que querem ter algo a dizer e participar numa transformação social amiga-de-mulheres-e-homens.

A cAIR, tal como descrito no site, (http://www.fpce.up.pt/cair12/) pretendia: 
i) promover a divulgação e discussão de projetos e iniciativas que cruzam as problemáticas da Interculturalidade e da Educação;
ii) fomentar o desenvolvimento de redes internacionais de trabalho entre investigadores e investigadoras nos campos da Educação e da Interculturalidade;
iii) diluir as barreiras entre as pessoas teóricas e as praticantes, de modo a promover investigação que se constitua, efetivamente, como uma atividade integrada e integrante; e 
iv) promover a discussão de conceitos centrais na construção de conhecimento nos campos da cultura, sociedade e educação: multi/ inter/ transculturalidade, cidadania, desenvolvimento, investigação-ação, participação, inclusão, comunicação, etc.