segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Mês a mês, um olhar sobre... o poder local!






Promovido pela Associação das Mulheres Agricultoras e Rurais Portuguesas (MARP), o projeto "Mês a mês, um olhar sobre...", cofinanciado pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) ao abrigo do POPH/QREN (Eixo 7 – Igualdade de Género, 7.3 Norte) e do Fundo Social Europeu, pretende concretizar dois objectivos: 


  •  Sensibilizar e informar nas temáticas da igualdade de género, oportunidades, cidadania, mulheres das freguesias que constituem o centro histórico do Porto, para que a MARP possa ser, não um centro de abrigo, mas um centro informal de partilha, de informação e de encaminhamento para os organismos adequados a cada caso; 
  • Consolidar a MARP como parceira estratégica, que ambiciona construir trabalho e elos de confiança com parcerias.
O projeto está a ser executado sobre a forma de 12 reuniões e cada mês de realização desta atividade constituirá um dia de tertúlia, de informação e sensibilização de debate de ideias, um olhar sobre…, pretendendo de uma forma informal e contínua tratar temas atuais com um público muito específico da cidade do Porto. As pessoas convidadas serão propostas pelas entidades parceiras, já que são estas que melhor conhecem a realidade do território.
Os temas das sessões estão em linha com o IV Plano Nacional para a Igualdade – Género, Cidadania e Não Discriminação (2011-2013):
  1. A linguagem como paradigma da (dês)igualdade
  2. Violência em função do sexo;
  3. Migrações contemporâneas e género
  4. A Educação e a formação profissional:
  5. Participação equilibrada dos homens e das mulheres na actividade profissional e na vida pessoal e familiar;
  6. Género, vida e trajectos;
  7. Saúde, Direitos sexuais e reprodutivos;
  8. O poder local
  9. Processos de tomada de decisão em contextos familiares, profissionais, cívicos e políticos;
  10. Organização da vida familiar
  11. Mercado de trabalho — actividade, emprego, desemprego, ganhos
  12. O empreendedorismo como factor de diferenciação
A Associação Espaços foi convidada a dinamizar a sessão temática sobre “O poder local” incluindo a moderação de uma entrevista com a presidente da Junta de Freguesia de Miragaia, Cecília Sampaio, que ocorreu no dia 21 de setembro de 2012, nas instalações da MARP, no Porto. 
Cláudia Múrias representou a Espaços, facilitando a sessão que contou com a participação de 12 mulheres desempregadas da zona histórica do Porto. Partindo da temática do poder local, procurou:
  • sensibilizar e informar sobre igualdade de género e igualdade de oportunidades 
  • promover o empoderamento e participação cívica e política


Esta sessão permitiu:
  • Enquadrar o poder local enquanto resposta para o desenvolvimento comunitário e a inclusão social, para o apoio às famílias carenciadas, para a denúncia de situações gritantes de injustiça social e pobreza;
  • Enquadrar a Junta de Freguesia enquanto órgão do poder local de proximidade e ao encontro da comunidade que as freguesas deverão usar enquanto cidadãs na resolução das suas dificuldades pessoais e familiares, de uma forma ativa e afirmativa; 
  • Divulgar procedimentos formais de denúncias de situações concretas surgidas na freguesia de Miragaia que deverão chegar ao Município pela voz e ação da Junta, nomeadamente da sua presidente; 
  • Enquadrar a Igualdade de Género numa abordagem para a transformação social através da reflexão sobre as experiências de vida deste grupo de mulheres, nomeadamente sobre a mudança de mentalidades, a diversidade cultural, as diferentes estruturas sociais e políticas, as ideologias, as desigualdades sociais, as discriminações, os preconceitos e os papéis de género, as diferentes tarefas que as mulheres acumulam, as gratificações emocionais daí resultantes e as dificuldades financeiras sentidas na promoção de uma educação satisfatória de crianças e jovens.













   

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

And now? How can we go ahead to develop literacy policies?




A Associação Espaços – Projetos Alternativos de Mulheres e Homens participou no encontro “Literacy Learning – its place in Europe: The issues and concerns of learners and tutors” (4 de Setembro 2012), organizado pela European Network for Adult Literacy and Numeracy (Eur Alpha) – com a conferência de encerramento “And now …? How can we go ahead to develop literacy policies?” proferida por Eunice Macedo, a convite da Caixa de Mitos – empresa de consultoria em Inovação e Desenvolvimento, em Bona.
Este evento focalizou as políticas para alfabetização e literacia na Europa, tendo sido marcado pelo elemento distintivo desta Rede que consiste na auto-organização dos aprendentes. Foi esta característica particular e toda a cultura desta Rede Europeia, marcada pelo estímulo à participação, que levou ao convite ao Instituto Paulo Freire de Portugal, pela sua análise, nestas abordagens autonomizadoras, e à Associação Espaços, cujo trabalho mais recente, a elas se dirige.
A EUR-Alpha é uma rede de 15 organizações parceiras de 11 países europeus, que esteve a conduzir as atividades durante um período de três anos (outubro de 2009 a setembro de 2012), com financiamento da Comissão Europeia no âmbito do Programa de Aprendizagem Ao longo da Vida (Grundtvig). Estas atividades foram coordenadas pela ONG belga "Lire et Ecrire". Sendo um dos aspetos distintivos desta rede o envolvimento direto das pessoas aprendentes, no evento de Bona foi apresentado um manifesto que expressa as suas reivindicações políticas. Enquanto prioritária a exigência de " ter uma voz na Europa", o Manifesto das pessoas aprendentes termina com um forte incentivo a que as pessoas com necessidades de alfabetização na Europa espalhem esta mensagem e se organizem em torno destas reivindicações. Deste projeto resultou também a produção de uma Carta pelas pessoas dinamizadoras, que constitui um documento educativo, baseado em boas práticas coletadas em diferentes países. O foco geral de boas práticaspublicado e apresentado na reunião de Bona é dirigido à participação e empoderamento das pessoas aprendentes.
A participação da Espaços, tendo sido reconhecida pelo seu contributo positivo, constituiu também tempo de enriquecimento e de aprendizagem e de potencial abertura a novas colaborações com algumas das entidades envolvidas.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Associação Espaços: por uma questão de igualdade e cidadania


As Oficinas Abertas Questões de Género na Sociedade Portuguesa pretendem constituir-se num espaço de articulação e confluência de saberes, de cidadanias e reflexividades entre a ciência e a vida quotidiana, como objectivo de compreender a situação atual em torno da questões de género na sociedade portuguesa.  

Estas oficinas constituem um projecto conjunto da Delegação Regional do Porto da Universidade Aberta e do Centro de Estudos das Migrações e Relações Interculturais (CEMRI). Realizada a 6 de junho de 2012, a IV sessão teve como título Percursos de Vida: da Violência à Igualdade e consistiu na primeira organização colaborativa com a associação Espaços.

Com a participação de Eunice Macedo e de Cláudia Múrias, a associação neste evento apresentou as principais linhas estratégicas que reforçam a sua intervenção, nomeadamente:
  • A aprendizagem pela conversa como abordagem para a investigação e a ação;
  • As lideranças partilhadas como orientação para os processos de desenvolvimento do associativismo e das iniciativas da sociedade civil, de tomada de decisão e de definição de metas e estratégias para a ação;
  • A cidadania, a igualdade de género, a saúde, a qualidade de vida e o desenvolvimento sustentável como áreas de interesse atuais,
  • A articulação em rede com pessoas, grupos e entidades presentes no espaço social atual, através de dinâmicas de apresentação e visibilização da ESPAÇOS.
 

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Caderno de Trabalho: Propostas de literacia para a igualdade de género e a qualidade de vida

Numa sociedade que se quer de conhecimento e de aprendizagem contínua, faz-nos sentido a partilha sistematizada da experiência vivida, de modo que possa ser questionada por outras pessoas. Daí a ousadia de apresentar aqui algumas sugestões de trabalho.

Assim, tal como afirmámos inicialmente, "não pretendemos “formar” ninguém, este caderno não é um manual de instrução, onde conceitos e textos teóricos, aplicações práticas e exercícios conduziriam o/a leitor/a a aperfeiçoar as suas capacidades e competências no domínio da liderança. Este caderno serve antes como proposta de Percursos de Literacia para serem conduzidos e co construídos pelos/as próprios/as participantes" (Múrias, Koning, & Ribeiro, 2010: 6).

A nossa proposta, revisitando a inicial, é que o Caderno possa constituir um desafio para a realização de Percursos de Literacia com diversos grupos sociais. Assim, desejamos que este Caderno possa ser uma ferramenta útil e contribuir para a construção de espaços de sensibilização e conscientização capazes de enformar novas práticas, permitindo o envolvimento de um número cada vez maior de cidadãs e cidadãos com uma consciência crítica capaz da emergência de feminilidades e masculinidades alternativas em liderança.

“Tivemos cinquenta anos de fascismo. Portanto, nós habituamo-nos a reconhecer como líder aquele que é autoritário, aquele que manda, aquele que pode, aquele que exerce autoritariamente o seu poder”, afirmou uma participante num dos workshops realizados no contexto da Fundação Cuidar O Futuro. Será que vamos conseguir vencer a reprodução destes estereótipos e hábitos? Ou será que a proposta de reinventar lideranças e de transformar as formas dominantes de liderança em formas de liderança partilhada constitui uma utopia?

Acreditamos que é preciso traduzir os horizontes das dimensões utópicas em projetos concretos de intervenção em que problematizamos o nosso agir. É importante abrandar e conversar. Foi essa a proposta do projeto Lideranças Partilhadas: proporcionar espaços e momentos de conversa, reflexão e partilha. É esse o desafio que, no termo do projeto, apresentamos neste Caderno a outras pessoas e grupos.

No Capítulo Aprendizagem pela conversa tentamos fundamentar a proposta de uma metodologia de aprendizagem narrativa e existencial.

No Capítulo Conceitos em construção apresentamos contributos para a concetualização dos elementos centrais dos percursos de literacia que se propuseram neste projeto – igualdade de género, qualidade de vida, lideranças partilhadas – assumindo o nosso posicionamento.

O Capítulo Operacionalização da metodologia: guias de ação e tipologias de workshops inclui propostas concretas para a dinamização dos workshops de Aprendizagem pela conversa segundo as tipologias que estruturaram o projeto, com potencial para ser apropriado e recontextualizado em torno de tópicos e espaços distintos.

No sentido de que este Caderno passe a ser vosso, resta-nos desejar-vos bom trabalho.

Boas conversas!
Marijke, Cláudia, Raquel, Alexandra e Liliana



segunda-feira, 23 de abril de 2012

Em tempos de crise(s): Reinventar lideranças pela Igualdade de Género

A Espaços fez-se representar no Encontro Nacional de Movimentos Sociais: "Ativar: Cidadanias para o Século XXI", que decorreu entre 21 e 22 de abril de 2012, na Fábrica de Braço de Prata, Lisboa. 

Este encontro nasceu em Janeiro de 2012, através de duas reuniões de ativistas (em Coimbra e em Lisboa) onde foi afirmada a vontade de reforçar a comunicação e cooperação entre os vários grupos e a importância da realização de um encontro nacional entre ativistas de diferentes movimentos sociais. Um grupo mais pequeno composto por ativistas de várias origens ideológicas aceitou começar a organizar o encontro, tendo sido estabelecidos como objetivos: a) estimular o trabalho em rede dos activistas e movimentos sociais, b) facilitar a partilha de experiências, de ideias e de formas de intervenção na sociedade entre todxs xs interessadxs (pessoas individuais, movimentos sociais), c) articular a organização da semana de protesto internacional entre 12 e 15 de Maio e d) divulgar junto da população em geral as ideias dos movimentos sociais na sociedade de hoje.

Este encontro visou agregar todos os movimentos ou grupos de pessoas que estivessem interessados em divulgar as suas atividades ou promover pequenos debates/workshops sobre um tema do seu interesse, contribuindo para a divulgação de iniciativas de cidadania. A Espaços aceitou este desafio e propôs a realização do workshop:  Em tempos de crise(s): Reinventar lideranças pela Igualdade de Género.

Sábado, 21 de Abril
15H | Sala 5 |
Duração: 1H 
Workshop



Workshop de Aprendizagem pela Conversa (quase)

Neste workshop faremos uma viagem guiada, em ritmo de corrida, pela Aprendizagem pela Conversa como caminho – a sós e partilhado – para reinventar lideranças pela igualdade de género.
Através da metodologia de aprendizagem pela conversa e a partir das representações de participação e de responsabilidade partilhadas entre homens e mulheres nos espaços público e privado, é possível contribuir para desenvolver um olhar crítico na reformulação de lideranças. No workshop experimentaremos uma pequena volta de uma espiral de reflexão-ação que há-de criar espaços de cidadania.

com:
Liliana Lopes
(Associação Espaços – Projetos Alternativos de Mulheres e Homens)