quinta-feira, 30 de abril de 2015

GIULIA LAMONI | FRANCESCA RAYNER | Debate e Pensamento | GENDER TROUBLE | 5 maio 2015 às 18H30 | Teatro Maria Matos | Lisboa | Moderação João Pereira

O Teatro Maria Matos apresenta um ciclo chamado GENDER TROUBLE, composto por oito espetáculos, cinco conferências e dois workshops dedicados ao tema do género. Todo este ciclo foi pensado para académicos e público em geral interessado nestes temas, aproximando questões da sociedade civil ao teatro. O nome celebra precisamente o livro homónimo de JUDITH BUTLER, que virá ao Teatro Maria Matos no dia 2 junho.

Este ciclo começa com a conferência de GIULIA LAMONI e FRANCESCA RAYNER, moderada por JOÃO PEREIRA, associado da Espaços.



GENDER TROUBLE
performance, performatividade e política de género
5 maio a 24 junho

Vinte e cinco anos após a sua publicação, em 1990, o livro Gender Trouble. Feminism and the Subversion of Identity da filósofa Judith Butler continua a marcar não só a investigação académica, e os movimentos feministas e LGBTQI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trangénero, Queer e Intersexo), como também a criação artística. Gender Trouble reconfigura o pensamento e as formas de ação em torno do género e das sexualidades, revolucionando os Estudos de Género, os feminismos contemporâneos, os Estudos de Performance e o desenvolvimento da teoria queer, pelo reposicionamento conceptual do género como performatividade. Butler afirma que o género não é uma categoria ontológica, mas que “se faz”, que “se constrói”, que é, em última análise, performance. Significa isto que o género não exprime uma “verdade” interior, sendo antes o resultado de um conjunto de atos e gestos reiterados, cuja cristalização confere uma aparência de um núcleo interno, de substância.

Butler parte da análise de performances drag, e da imitação de género aí em jogo, para pensar as performances de género, sugerindo que qualquer processo de assunção de uma identidade de género implica uma imitação de gestos em que não há original que possa ser imitado. Daí que a autora acrescente que, além de performática, existe uma dimensão paródica nos processos de aquisição de expressões de género.

Ao definir o género como performatividade, Butler mina a distinção entre género e sexo, afirmando que o próprio corpo é já uma construção cultural, na medida em que os discursos sobre o corpo, a sexualidade e o género definem o que é considerado corpo, os seus limites e o seu significado. Com este conceito, Butler questiona as normas institucionais, legais e culturais que estabelecem uma coerência discursiva entre sexo, género e desejo. Por outras palavras, Butler desafia o pressuposto de que existe uma correspondência entre um sexo específico, uma determinada identidade de género e um desejo pelo “sexo oposto”. Segundo a filósofa, essa coerência não é mais do que uma ficção, disfarçada de lei natural, criada no quadro de uma heterossexualidade hegemónica que legitima e aprova a heterossexualidade através da desaprovação da homossexualidade.

A forma de resistir às normas de género faz-se por via de performances subversivas de género, que desestabilizam esta equação sexo/género/desejo; por exemplo, performances em que o sexo e o género não correspondam ou em que a hegemonia da heterossexualidade é contestada. Através das performances podemos observar como os géneros são produzidos e reconhecidos como corpos e, em simultâneo, perceber o modo como artistas criticam a criação de corpos dóceis e a ficção do binarismo hegemónico de género. Assim, o Teatro surge como um espaço privilegiado para observar e debater a performatividade de género mas também para experimentar performances subversivas de género, algo que esperemos que seja proporcionado pelo leque diversificado de debates, espetáculos, intervenções artísticas eworkshops incluídos neste ciclo dedicado aos 25 anos de Gender Trouble.

Salomé Coelho

Curadoria: Salomé Coelho e Mark Deputter com Andreia Cunha, Laura Lopes e Sezen Tonguz
Gender Trouble é um projecto House on Fire com o apoio do Programa Cultura da União Europeia


SALA PRINCIPAL | DEBATE E PENSAMENTO | 18H30

Giulia Lamoni > AUTORRETRATO COLETIVO: ALGUMAS NOTAS SOBRE AS RELAÇÕES ARTE/FEMINISMOS

A partir de uma reflexão sobre o que poderá significar hoje a articulação de posicionamentos feministas na escrita da história e crítica de arte ― impulsionada por textos de Lucy Lippard, Carla Accardi e Nelly Richard ―, esta intervenção vai repercorrer alguns momentos particularmente significativos para as relações entre arte e feminismos na Europa, Estados Unidos da América e América Latina, tentando pensar a sua possível operacionalidade no presente.

Francesca Rayner > PERFORMANCE E PERFORMATIVIDADE

Por sua vez, Francesca Rayner apresenta Performance e performatividade, um olhar sobre o trabalho performativo de Mónica Calle, artista que tem desafiado consistentemente construções de identidade sexual, família, sociedade e cânone teatral.

Moderador: João Pereira

ENTRADA LIVRE (sujeita à lotação da sala) mediante levantamento de bilhete no próprio dia a partir das 15h ● em português

As conferências serão transmitidas em direto em streaming:
live.fccn.pt/tmm/conferenciasgendertrouble




segunda-feira, 20 de abril de 2015

Ciclo “Educação, Resistência e Ação”: “Engaged teachers for education and change”

Temos o gosto de informar que no dia 30 de abril, pelas 17.30 horas, terá lugar a próxima sessão do ciclo “Educação, Resistência e Ação”, ciclo que a ESPAÇOS tem vindo a co-organizar com o Instituto Paulo Freire de Portugal, o Centro de Recursos Paulo Freire e o Centro de Investigação e Intervenção Educativa da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto.


Yvonne Leeman irá dinamizar esta sessão e intitulou a conferência de “Engaged teachers for education and change”.
Yvonne Leeman é socióloga da educação, com enfoque particular sobre as relações interétnicas, questões de diversidade e desenvolvimento da identidade profissional dos professores.
É  investigadora sénior do SCO-Kohnstamm Institute e professora da Universiteit van Amsterdam e na Windesheim University, Zwolle. É coordenadora da network 7 – justiça social e educação intercultural –  da EERA (European Educational Research Association). 

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Ciclo “Educação, Resistência e Ação”, EDUCATION WITHOUT WALLS: Adventures in a german forest kindergarten

Temos o gosto de recordar que no próximo dia 23 de fevereiro de 2015, segunda-feira, irá ter lugar às 17 horas, mais uma sessão do Ciclo “Educação, Resistência e Ação”, ciclo que a ESPAÇOS tem vindo a co-organizar com o Instituto Paulo Freire de Portugal, o Centro de Recursos Paulo Freire e o Centro de Investigação e Intervenção Educativa da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto.

Esta sessão, intitulada "EDUCATION WITHOUT WALLS: Adventures in agerman forest kindergarten"  será animada por Gerrit Schustert, formado em arquitetura e em educação de infância. 

Gerrit Schustert irá discutir a relação espaço/ambiente dando forma à educação. Irá ilustrar a sua apresentação relatando uma experiência num jardim de infância que se localiza numa floresta.


Será, certamente, uma sessão muito original, que não certamente não quererá perder.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

20 dezembro | *Manualidades* colaboração ESPAÇOS e Projeto Escola Viva

A primeira sessão de "Manualidades" resulta de uma colaboração entre a ESPAÇOS e o Projeto Escola Viva.
Terá lugar na Cooperativa dos Pedreiros, Rua D. João IV, 1000-1006, no dia 20 de dezembro entre as 14 e as 16 horas.

A pretexto da construção de mobiles e instrumentos musicais a partir da reutilização de materiais, queremos criar espaço para a conversa sobre assuntos do quotidiano, relevantes para as pessoas participantes.


A sessão será facilitada por Eunice, Rita e Gerrit




Materiais necessários:
Traz materiais com que gostasses de trabalhar! Isto pode incluir tecidos, tubos de cartão, peças de metal, chaves sem fechadura... (outros materiais normalmente considerados inúteis)

Era útil trazeres uma boa tesoura ou alicate, linhas, cola ou outras coisas de que te lembres. (O que não houver inventa-se!)

A ideia é mesmo reaproveitar o que há e reduzir o consumo de recursos.


-.-.-

Pode também aproveitar a ocasião para conhecer o Projeto Escola Viva que a Espaços tem vindo a apoiar desde o seu início.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

30 de Outubro | Jane Tarr no Ciclo "Educação, Resistência e Ação"



No dia 30 de outubro pelas 16h30 na FPCEUP, o Ciclo que a ESPAÇOS tem vindo a co-organizar com o Instituto Paulo Freire de Portugal, o Centro de Recursos Paulo Freire e o CIIE, desta faculdade, vai contar com mais uma conferencista cujo trabalho de investigação e intervenção cruza conceitos como educação inclusiva e comunidades escolares inclusivas. Jane Tarr*, Professora da University West of England e co-autora, com Diana Tsokova, do livro "Diverse Perspectives on Inclusive School Communities", intitulou de "From Holding to Dialogue: Researching Communicative Interventions" o espaço de debate deste mês. Esta sessão ganhará com a participação de cada um/a do/as que puderem estar presentes.

Nota biográfica da conferencista*
Os interesses de investigação da Doutora Jane Tarr centram-se na compreensão das comunidades escolares inclusivas que trabalham efetivamente em parceria com agências e organizações relevantes, associando-se para trabalhar com crianças e jovens e com as suas comunidades locais. Tal objetivo tem impactos no trabalho lectivo de Jane Tarr. Este reflecte a sua pesquisa atual acerca do trabalho integrado em multi agência, da oferta educativa para alunos/as com necessidades educativas especiais (NEE), e do apoio a parcerias entre as escolas e as suas comunidades locais, com base no reconhecimento da validade das formas de conhecimento das famílias e de outros membros da comunidade.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

24 de outubro | Dia Municipal para a Igualdade | Lisboa

Homenagem a Maria de Lourdes Pintasilgo


Porque gostávamos de estar lá...
porque sabemos que muit@s de vós também...
e porque não podemos deixar de divulgar e registar, congratulando-nos com a iniciativa da Junta de Freguesia de Arroios e da Câmara Municipal de Lisboa.

Para quem puder partilhar o momento, a cerimónia de inauguração do Memorial de Homenagem a Maria de Lourdes Pintasilgo terá início às 17h, no Jardim dos Sabores.

Para tod@s @s que se juntam à homenagem, neste ou em qualquer outro jardim, esperamos ter encontro marcado a qualquer hora, em cada encruzilhada, aceitando o desafio de continuarmos a construir junt@s as cidades futuras.


quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Ciclo 'Maria de Lourdes Pintasilgo em Conversa: Intervenção e Atualidade'

Quarta sessão | 8 de outubro.15h | Sede do MDM.Lisboa

 

'A política e a ética do cuidado no pensamento de Maria de Lourdes Pintasilgo'


A 4ª sessão do Ciclo 'Maria de Lourdes Pintasilgo em Conversa: Intervenção e Atualidade' vai ter lugar em parceria com o Movimento Democrático de Mulheres (MDM), no âmbito do seu ciclo de debates preparatórios para o 9ºCongresso MDM Pelos Direitos e Dignidade das Mulheres - A urgência de lutar por Abril.

É já no próximo dia 8 de outubro, às 15h, na sede do MDM, em Lisboa. Aqui fica o convite, e a vontade de continuar a sulcar trilhos de um querer comum convosco a cada conversa!